Novo procedimento feito por Lula é até 90% eficaz para prevenir mais hematomas, diz médico

Presidente precisou realizar um novo procedimento intracraniano que já estava previsto desde o “momento zero”, segundo equipe médica


SÃO PAULO/SP - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 79 anos, passou por novo procedimento cirúrgico na manhã desta quinta-feira (12/12) para complementar a cirurgia de emergência na cabeça à qual foi submetido na madrugada de terça-feira (10/120). A nova cirurgia teve início às 7h10, segundo a assessoria do Palácio do Planalto.

Lula passou por uma embolização da artéria meníngea média no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde está internado desde a segunda-feira (9/12). O médico do presidente, Roberto Kalil Filho, descreveu o procedimento como uma espécie de cateterismo com o objetivo de reduzir o risco de novos sangramentos relacionados a hematomas subdurais (entre a cabeça e o crânio), como o que acometeu o Lula após a queda no banheiro do Palácio da Alvorada em 19 de outubro.

Na segunda-feira, Lula se queixou de indisposição e de dores de cabeça durante seus compromissos e foi internado após julgar a dor como insuportável e na madrugada de terça passou pelo primeiro procedimento cirúrgico. O procedimento feito hoje foi um sucesso e o presidente passa bem, segundo o seu médico, Roberto Kalil Filho.

“Começou às 7:10 da manhã. Acabou de terminar o procedimento, foi um sucesso, [a equipe médica] conseguiu embolizar aquela artéria [...]. O presidente está acordado e conversando”, disse Kalil em declaração à imprensa nesta manhã após o procedimento.

A médica Ana Helena Germoglio, da equipe que cuida da saúde do presidente, informou no final da tarde desta quarta-feira, 11, que o procedimento ao qual Lula foi submetido já estava previsto desde o “momento zero” da cirurgia feita na madrugada de terça-feira.

O que é trepanação, cirurgia realizada pelo presidente Lula?

O médico neurocirurgião Felipe Mendes explica que o procedimento endovascular é minimamente invasivo. Um cateter é introduzido por uma artéria periférica – geralmente a femoral ou a radial – e guiado até a artéria meníngea média. 

O objetivo é interromper o fluxo sanguíneo nessa artéria, utilizando agentes embolizantes, como partículas, colas ou microesferas. Todo o processo é monitorado por imagens fluoroscópicas, garantindo maior precisão.

A embolização da artéria meníngea média é recomendada principalmente para prevenir novas hemorragias intracranianas, sendo uma opção comum em casos de hematomas subdurais crônicos. O procedimento também pode ser indicado após uma trepanação – técnica realizada em Lula para drenagem de hematoma – como forma de reduzir o risco de recidiva.


Fontes: Terra e Estadão

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